A comunicação escrita no suporte técnico

Publicado em: 28/11/2005 - Baguete - Jornalismo Empresarial Digital

Esta coluna apresenta aspectos de escrita em uma área de suporte técnico e as preocupações e preocupações a lidar.

Não há como negar. Muitos clientes preferem despachar um e-mail para o suporte técnico do que telefonar, permanecer na fila de espera para o atendimento - tamborilando os dedos enquanto aguarda - e coisa e tal. E já que o e-mail está em voga, aproveito para registrar algumas considerações.

Ah, estas idéias também são úteis não para outras formas de comunicação escrita do suporte técnico com seus usuários, como: publicação de páginas na intranet, cartazes nas paredes do refeitório transmitindo orientações, boletins com novidades e sugestões e outras formas.

Destaco a existência diferenciações entre linguagem falada e escrita, onde "a comunicação escrita é menos 'econômica' e força o emissor a fazer referências mais precisas sobre a situação", segundo Vanoye (2003, p. 37).

Isso significa que algumas funções na comunicação que envolvem expressividade (exceto se o autor for um poeta ou escritor, por exemplo) podem ficar prejudicadas, o que reforça mais a preocupação em redigir um bom texto. É importante usar os recursos disponíveis, como pontuação adequada, que permite recortar o discurso e evitar erros de interpretação.

Olhem o exemplo abaixo.

Dada uma frase “Este aluno disse o professor é um incompetente” a pontuação pode transformá-la em:

Este aluno disse: “O professor é um incompetente.”

“Este aluno”, disse o professor, “é um incompetente.”

A pontuação colabora para indicar pausas, entonação, melodia da frase, assim como carregar funções expressivas (interrogação, exclamação, reticências, etc).

MARTINS (1997) sugere algumas instruções gerais para uma boa qualidade o texto escrito, entre as quais vale citar:

Ser claro, preciso, direto, objetivo e conciso.

Construir períodos com no máximo duas ou três linhas de 70 caracteres.

Manter a simplicidade.

Adotar como norma a ordem direta, por ser esta que conduz o leitor mais facilmente à essência do texto.

Simplicidade não significa necessariamente repetição de formas e frases desgastadas, uso excessivo de voz passiva, pobreza vocabular, etc.

Em qualquer ocasião, optar pela palavra mais simples.

Só recorrer a termos técnicos quando absolutamente indispensáveis.

Banir do texto os modismos, lugares-comuns, preciosidades, palavras empoladas ou rebuscadas, termos coloquiais ou gíria.

Valeu, pessoal

Abração a todo mundo

MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo. 3 ed. São Paulo: O Estado de S. Paulo, 1997.

VANOYE, Francis. Usos da linguagem – problemas e técnicas na produção oral e escrita. 12. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.